Em 10/04/2018

 

Seresteiro é apontado como autor de tiros que mataram policial. Ele e mais dois foram presos

 



           Por Redação da Folha – Poucas horas depois da execução a tiros do policial civil de Piancó, Jorge Leonardo de Oliveira, de 59 anos, na amanhã dessa segunda-feira, 9, agentes de investigação da Polícia Civil regional chegaram até três homens acusados de envolvimento no homicídio, entre os quais o próprio executor do crime. O trio foi autuado pelo delegado José Pereira e recolhido à cadeia pública.

            Segundo informações da polícia, quem planejou e executou o policial foi o seresteiro José Cláudio Pereira Costa, conhecido como Jota Cláudio, de 34 anos, que foi preso em sua casa, localizada no bairro Mutirão, em Piancó.

            Ele nega o crime, mas a polícia não tem dúvidas de que foi ele o autor do homicídio. Jorge e sua companheira deixavam sua propriedade rural no sítio Murici, município de Piancó, em um carro. Ao chegarem em uma porteira, a mulher desceu do veículo para abrir a cancela, momento que o autor do crime saiu do mato e disparou uma espingarda calibre 12 contra a vítima, que teve morte imediata.

            Ao aprofundarem as investigações, os policiais encontraram o local onde a arma utilizada no crime foi escondida. Também estavam lá a roupa e o capuz usados pelo atirador e mais duas espingardas 12, munição e a pistola do policial executado. O morador da propriedade, localizada no sítio Ferrão, Francisco Pereira Nunes, conhecido como Foguinho, confessou que foi Jota Cláudio quem escondeu as armas e a roupa no sítio.

            Um tio de Jota, o senhor Francisco Francinaldo Costa, conhecido como Naldinho, também foi preso, mas igualmente nega qualquer envolvimento no delito. Conforme ainda a polícia, a motivação do crime teria sido uma rixa pessoal entre Jorge e Jota Cláudio. A vítima foi sepultada na manhã desta terça-feira. Dezenas de policiais civis acompanharam o enterro. Jorge tinha quase 30 anos de polícia e deixa três filhas do primeiro casamento, que estão bastante abaladas emocionalmente. Quem também está muito sentida é a atual companheira do policial. Ela presenciou sua morte e reconheceu a roupa encontrada como sendo do homem que matou Jorge.

 

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