Em 27/04/2017

 

Um ponto positivo da Reforma Trabalhista que o próprio trabalhador desconhece

 



          Não faz muito tempo que conversei com dois trabalhadores: um do serviço público e outro, de uma indústria têxtil.  Ambos reclamando que, todo ano, era descontado dos seus parcos salários um tal de imposto sindical. O dinheiro, que não é pouco, vai diretamente para um sindicato que eles nunca ouviram nem falar, não sabem onde está localizado e, muito menos, defende seus interesses e direitos trabalhistas.

            No Brasil, são milhões de trabalhares nesta situação, ou seja, dando o seu suor para alimentar sindicatos que não os representa.  A Constituição diz que ninguém está obrigado a se filiar a sindicato e muitos evitam a contribuição mensal, mas já o imposto sindical, como o próprio nome diz, é obrigatório. No entanto, esta imposição está prestes a acabar: é que a Reforma Trabalhista, já aprovada na Câmara Federal e que agora vai para o Senado, transforma o imposto em uma contribuição opcional. O trabalhador dá se quiser. Bom, positivo, democrático.

            Quem não está gostando nada disso são os sindicatos, muitos deles verdadeiras organizações criminosas e ricas. Não é raro ver entidades sindicais, daqui para Brasília, servindo aos seus dirigentes muito mais do que aos próprios trabalhadores. Esses dirigentes ganham prestígio, dinheiro e, muitas vezes, até cargos públicos ou benesses para favorecer aos patrões ou transformar seus sindicatos em instrumentos de defesa a determinados grupos políticos e partidários.  Não defendem os empregados; defendem seus próprios interesses pessoais e políticos.

            Com a Reforma em curso, muitos sindicatos estão apreensivos pelas perdas financeiras que vão ter e passaram a manipular os trabalhadores contra o projeto sem explicar profundamente e com seriedade quais as mudanças propostas positivas e negativas. Há inúmeras mentiras correndo nas redes sociais e nos meios de comunicação sobre a Reforma, que, no geral, tem não apenas um, mas alguns pontos positivos para o trabalhador, a exemplo do acordado sobre o legislado, evitando a judicialização, e a regulamentação de novas relações de trabalho, que vieram com os avanços tecnológicos.

           O sindicalismo é necessário na democracia, e há muitos sindicatos sérios, mas há muita promiscuidade também nesse meio. Representando bem o trabalhador, os sindicatos vão pedir por direito e ter com certeza o apoio financeiro dos seus associados sem a necessidade do instrumento da imposição.

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